Lula x Bolsonaro: quem se saiu melhor em 2023 e o que eles buscam nas eleições municipais?

Por: Sidney Araujo

Foto Destaque: Nelson Almeida/AFP

Ao final do ano passado, após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter conseguido vencer Jair Bolsonaro (PL) e se eleger pela terceira vez como presidente do Brasil, muitos analistas de política já projetavam uma forte disputa também em 2023. Com diversas movimentações em Brasília (DF) e também nos estados, de janeiro a dezembro aconteceram algumas cartadas no processo do jogo político que acabaram enfraquecendo ou fortalecendo as duas principais figuras atuais do cenário político do Brasil. Vamos a algumas delas!

Os problemas de um ano conturbado para Bolsonaro

Logo no início, Bolsonaro teve a sua imagem vinculada aos atos dos grupos extremistas do dia 8 de janeiro. Com muitos dos seus seguidores sendo colocados como “bolsonaristas radicais” e responsáveis pelos ataques, o fato acabou fazendo com que Alexandre de Morais afastasse o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), apoiador de Jair Bolsonaro. Em uma pesquisa realizada em março pela IPEC, 41% da população – naquele momento – avaliou que Bolsonaro tinha culpa por incitar os atos; 51% considerou que o ex-presidente era inocente.

Contudo, o principal problema de Bolsonaro aconteceu no meio do ano, quando ele foi considerado inelegível pela primeira vez. O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral, que declarou a sentença, reconheceu a prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante uma reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros no dia 18 de julho de 2022.

Já em outubro, Bolsonaro foi condenado pela segunda vez pelo TSE por abuso de poder nos eventos políticos do dia 7 de setembro. Sendo assim, ele não poderá se candidatar em nenhuma eleição até 2030. Para tentar concorrer a algum cargo político, será preciso entrar com recursos e derrubar as duas inelegibilidades, o que é considerado uma tarefa difícil. Além desses fatores, a diminuição de suas aparições públicas e o fato de ainda poder ser condenado pelo caso das joias sauditas – que está sendo averiguada pela Polícia Federal-, são alguns dos fatores que comprovam o ano ruim do ex-presidente.

Apesar de tudo isso, o único ponto positivo é justamente o fato de ter mantido a sua popularidade. De acordo com pesquisa de agosto da Atlasintel, 40% da população votaria em Bolsonaro mesmo em meio a um turbilhão de problemas do político de direita. Para 2024, a meta de Bolsonaro e seus aliados é a de fortalecer o discurso de campanha de vários de seus apoiadores e ex-ministros em possíveis disputas municipais, principalmente nas capitais como Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

E como Lula se saiu em seu primeiro ano?

Da mesma forma como foi eleito de maneira apertada, Lula também “passou de ano” quase que aos 45 do segundo tempo em 2023. Tendo que fazer movimentações para agradar o chamado “centrão” e o Congresso Nacional, o petista foi refém em alguns momentos. Contudo, teve projetos de interesse que foram aprovados como a reforma tributária. Em outro ponto positivo, Lula fechou o ano com aprovação popular de 54% – segundo pesquisa da Genial/Quaest divulgada em dezembro.

Para 2024, o atual chefe de estado precisa ter jogo de cintura ao conter a pressão da sociedade em relação aos investimentos e, além disso, conseguir ter uma boa relação com o Congresso Nacional, principalmente a Câmara dos Deputados comandada por Arthur Lira (PP-AL). No meio desses processos políticos, o presidente terá que promover o equilíbrio dos gastos públicos, algo que vem sendo muito defendido pelo seu ministro Fernando Haddad.

Visando as eleições municipais, Lula se prepara para uma grande prova de fogo, já que na eleição presidencial acabou vencendo em apenas nove dos 20 municípios mais populosos do Brasil. Em uma construção de sua base regional, há uma grande chance de apoios a candidatos que não fazem parte do seu partido, mas que são seus apoiadores, como Eduardo Paes (PSD) que briga pela reeleição no Rio de Janeiro (RJ), além de Guilherme Boulos (PSOL) que deve ser o nome forte da esquerda em São Paulo (SP).

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