Ex-presidente participa de protesto em Copacabana ao lado de Silas Malafaia; manifestações ocorrerão em outras cidades do país
O ex-presidente Jair Bolsonaro convocou seus apoiadores para um protesto contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a favor da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O ato principal ocorrerá no dia 16 de março, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com a presença do pastor Silas Malafaia e outras lideranças da direita.
“Eu, Silas Malafaia e outras lideranças estaremos em Copacabana, Rio de Janeiro. Nossa pauta é liberdade de expressão, segurança, custo de vida, ‘Fora Lula 2026’ e anistia já”, declarou Bolsonaro em vídeo publicado no X (antigo Twitter).
A convocação ocorre em um momento delicado para o ex-presidente, que enfrenta risco de prisão. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pode apresentar uma denúncia formal contra ele por sua participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em novembro do ano passado, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro e outras 39 pessoas, incluindo ex-assessores e militares de alta patente, pelo planejamento da ofensiva contra a democracia.
Além disso, Bolsonaro já responde a outros processos, como o caso da fraude nos cartões de vacinação contra a covid-19 e o escândalo das joias sauditas. Enquanto isso, sua base aliada no Congresso articula um projeto de anistia para os envolvidos nos ataques antidemocráticos, proposta defendida pelo ex-presidente e seus apoiadores.
A pauta da anistia enfrenta resistência do governo, que tenta barrar qualquer avanço do projeto. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que poderá facilitar a tramitação da proposta, caso haja apoio político suficiente. Paralelamente, a direita também busca mudar a Lei da Ficha Limpa para reverter a inelegibilidade de Bolsonaro, embora pesquisas indiquem grande rejeição popular a essa mudança.
Com duas condenações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente busca alternativas para viabilizar sua candidatura em 2026, seja por uma reviravolta judicial ou por uma articulação política no Congresso.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/X @jairbolsonaro