Justiça nega novamente prisão de Alfredo Carlos Dias Mattos Junior, condenado por feminicídio e investigado por múltiplos abusos
O médico Alfredo Carlos Dias Mattos Junior, de 55 anos, enfrenta uma nova denúncia de abuso sexual, desta vez por uma paciente que estava internada no Hospital Ruy Azeredo, em Goiânia. A vítima relatou que o profissional realizou um exame íntimo sem justificativa médica durante sua recuperação de uma cirurgia de apendicite em abril de 2022.
Mesmo diante da nova acusação, a Justiça manteve sua decisão de negar a prisão do médico, que cumpre pena em regime aberto pelo feminicídio de sua esposa. No entanto, determinou que ele passe a usar uma *tornozeleira eletrônica como medida cautelar
Denúncia e decisão judicial
Segundo a paciente, Alfredo entrou no quarto enquanto ela estava sozinha e realizou um toque vaginal sem explicação prévia. Apenas 45 dias depois, ao retornar para acompanhamento, questionou o motivo do procedimento, recebendo como resposta que era uma avaliação de sangramento pós-cirúrgico. Mais tarde, ao assistir a uma reportagem sobre outras denúncias contra o médico, percebeu a gravidade do ocorrido.
O Ministério Público recorreu mais uma vez para que Alfredo fosse preso, argumentando que ele *usou sua profissão para abusar da confiança das pacientes* e que *há risco de reincidência e fuga*. Destacou ainda que o toque vaginal não é um exame de rotina após uma cirurgia de apendicite e que o médico não possui especialização em ginecologia.
Mesmo assim, a Justiça negou o pedido de prisão, determinando apenas o monitoramento eletrônico.
Caso anterior: adolescente também denunciou abuso
Alfredo Carlos já havia sido denunciado anteriormente por abusar de uma adolescente de 17 anos, sob o pretexto de realizar uma manobra médica que, de acordo com o Ministério Público,não faz parte da prática médic* O caso ocorreu em abril de 2023, durante uma consulta no mesmo hospital, quando a vítima buscava tratamento para dores de estômago.
A defesa do médico, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) e o Hospital Ruy Azeredo foram procurados para comentar o caso, mas ainda não se manifestaram.
Por: Bruno José
Foto: Divulgação TV anhanguera