Por: Sidney Araujo
Foto Destaque: Inter de Milão/Divulgação
A vitória do Fluminense por 2 a 0 sobre a Inter de Milão e, consequente classificação no Mundial de Clubes acabou gerando uma crise no time italiano. Logo após o jogo, o atacante Lautaro Martínez subiu o tom e criticou a postura de alguns jogadores do elenco. Sem citar nomes, o argentino disse que “Quem não quiser, que vá embora”.
Na sequência, Giuseppe Marotta, presidente da Internazionale, confirmou em entrevista que o recado era direcionado a Hakan Calhanoglu, que é titular absoluto, mas deve estar de saída do clube nesta janela de transferências. E em meio a enxurrada de críticas, o jogador turco se pronunciou.
Em um texto nas redes sociais, o jogador alegou que teve uma lesão na final da Champions League e que, segundo ele, foi agravada em um treino nos Estados Unidos. E além de lamentar a eliminação para o Fluminense, Calhanoglu afirmou que as palavras “duras” de Lautaro e do presidente o “marcou”.
“Apesar da lesão, logo após o apito final, liguei para alguns companheiros de equipe para demonstrar meu apoio. Porque quando você se importa, é isso que você faz. O que mais me marcou, no entanto, foram as palavras que vieram depois. Palavras duras. Palavras que dividem, não unem. Ao longo da minha carreira, nunca procurei desculpas. Sempre assumi minhas responsabilidades. E nos momentos difíceis, sempre tentei ser uma referência. Não com palavras, mas com ações”, disse.
“Respeito todas as opiniões, até mesmo a de um companheiro de equipe, até mesmo a do presidente. Mas o respeito não pode ser unilateral. No futebol e na vida, a verdadeira força está em saber respeitar o outro, principalmente nos momentos mais delicados. Nunca traí esta camisa. Nunca disse que não era feliz na Inter. No passado, recebi ofertas, mesmo muito importantes, mas escolhi ficar. Porque sei o que esta camisa representa. E achei que minhas escolhas falavam por si. Tive a honra de ser capitão da minha seleção e aprendi que o verdadeiro líder é aquele que fica ao lado dos companheiros, não aquele que procura alguém para culpar quando é mais fácil fazê-lo. Eu amo este esporte. Eu amo este clube. E eu amo estas cores. Dei tudo todos os dias. O futuro? Veremos. Mas a história sempre lembrará quem permaneceu de pé. Não quem levantou a voz mais alto”, completou.