Empresário do PRTB é punido por abuso de poder econômico, uso indevido das redes sociais e arrecadação irregular de campanha em São Paulo
Decisão judicial ainda cabe recurso; multas já somam R$ 420 mil.
A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou pela terceira vez, só em 2025, o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB), tornando-o inelegível até 2032. A nova sentença, divulgada nesta quarta-feira (23), foi motivada por uma série de irregularidades cometidas durante sua campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024.
Segundo a decisão do juiz Antonio Maria Patiño Zorz, Marçal cometeu abuso de poder econômico, fez uso indevido dos meios de comunicação e captou recursos de forma ilícita. Entre as ações consideradas ilegais estão ataques verbais a adversários — como a acusação de que Guilherme Boulos seria usuário de drogas —, insinuações de corrupção contra a candidata Tábata Amaral e críticas infundadas à Justiça Eleitoral.
A sentença também aponta que Marçal utilizou redes sociais de forma irregular para veicular sua propaganda, driblando as restrições legais ao transferir os custos da divulgação para apoiadores. Além disso, incentivou sorteios e utilizou influenciadores digitais como forma de contornar as limitações impostas à sua campanha.
“A gravidade da conduta praticada pelo réu é evidente, ainda que ele não tenha alcançado o segundo turno das eleições”, escreveu o magistrado.
Embora esta seja sua terceira condenação por inelegibilidade, as penalidades não se acumulam. Com isso, o prazo de oito anos de impedimento segue valendo a partir da última eleição disputada, impedindo Marçal de concorrer a cargos públicos até 2032. As outras duas condenações ocorreram por compra de apoio político, disseminação de fake news sobre o sistema eleitoral e gastos irregulares. As multas impostas já somam R$ 420 mil.
Em nota à imprensa, Pablo Marçal afirmou que recebeu a decisão “com serenidade” e disse confiar na reversão da sentença. “Sigo acreditando na Justiça como instrumento legítimo de equilíbrio e verdade”, declarou.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Instagram