Com ajuda da atual namorada, técnica de enfermagem, ele teria aplicado medicamento que causou a morte da ex-companheira, de 20 anos
Um cirurgião-dentista foi preso em flagrante após a morte de sua ex-namorada, Gabriela Patrícia de Jesus Silva, de 20 anos, durante um aborto clandestino realizado em um quarto de motel na cidade de Ceres, interior de Goiás. Ele é apontado como o pai do bebê e contou com a ajuda da atual companheira, uma técnica de enfermagem, para aplicar o medicamento que causou a morte da jovem.
Segundo o depoimento do dentista, a decisão de interromper a gestação partiu da própria Gabriela, e ele teria buscado informações na internet sobre como realizar o procedimento. A medicação foi manipulada e aplicada por via endovenosa com auxílio da namorada. Logo após a aplicação, a vítima sofreu convulsões e perdeu a consciência. O casal ainda tentou socorrê-la, levando-a à UPA da cidade, mas a jovem não resistiu.
A equipe médica estranhou as marcas de perfuração no braço da vítima e, ao ser questionado, o casal admitiu que havia tentado realizar um aborto. A polícia foi acionada, apreendeu parte do material descartado na unidade de saúde, e autuou os dois por aborto com consentimento da gestante, aborto com resultado morte, e participação, conforme o Código Penal.
A prisão dos envolvidos foi convertida em preventiva. O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que aguarda laudos periciais e exames toxicológicos. O Conselho de Enfermagem de Goiás informou que acompanha o caso e avaliará a conduta da técnica. O Conselho de Odontologia afirmou que o fato não está relacionado ao exercício da profissão, mas também monitora o andamento da apuração.
Por: Redação
Foto: reprodução / redes sociais