Tragédia reacende alerta sobre crescimento dos casos e cobra ações de prevenção em áreas urbanas do interior paulista
Kauã Hummel, de apenas 10 anos, morreu no domingo (3) após complicações causadas por uma picada de escorpião em São José do Rio Preto (SP). O menino brincava em uma quadra no bairro Vila Toninho quando foi atacado pelo animal na última sexta-feira (1º).
Levado com urgência ao hospital, Kauã permaneceu internado por dois dias, mas não resistiu. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a causa da morte ainda está sob investigação, mas este é o primeiro óbito do tipo registrado na cidade desde 2007.
A prefeitura afirma que o terreno onde o acidente ocorreu não possuía registros prévios de infestação. Após a tragédia, a Secretaria de Saúde divulgou orientações sobre prevenção e canais de denúncia para casos envolvendo animais peçonhentos.
O caso de Kauã chamou atenção para o aumento expressivo de incidentes com escorpiões em São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, já foram registrados 22.850 casos desde janeiro, com um óbito confirmado até esta semana.
Para reduzir os riscos, o estado mantém 228 pontos de atendimento com soro antiescorpiônico. Esses locais priorizam o atendimento rápido, especialmente de crianças, que são mais vulneráveis aos efeitos do veneno.
Especialistas reforçam: em caso de picada, é essencial procurar atendimento médico imediatamente. Não é necessário capturar o escorpião, mas uma foto pode auxiliar no tratamento adequado.
Por: Genivaldo Coimbra
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