A rejeição revela a fraqueza do prefeito na Câmara, com 20 a favor e 12 contra.
A Câmara Municipal de Goiânia aprovou em primeira votação a cessação do Através Feio. A votação de 20 a favor e 12 contra marcou mais do que uma derrota para a Prefeitura, delineou a perda de força da base política do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), que já via seus aliados fragilizados.
Veja quem foram os detratores. Um dos votos mais surpreendentes foi o do líder do prefeito na Casa, vereador Igor Franco (MDB), e Lucas Kitão (UB), que é aliado desde a pré-campanha. Outro aliado da administração, Pedro Azulão Jr. (MDB), também se posicionou ao lado da oposição. A retenção desses nomes deu um golpe pesado na autoridade de Mabel; a votação mostrou que ele já não conseguia controlar seus próprios homens.
É o mais recente revés político, apenas alguns dias após outro: o início da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Limpa Gyn, que investiga o contrato de limpeza urbana. Agora, a redução da taxa na primeira votação impactará diretamente na principal fonte de receita para esse mesmo contrato.
Mesmo com parte da bancada ainda alinhada — como ilustrado pelos membros Rose Cruvinel (UB), Tião Peixoto (PSDB) e Sargento Novandir (MDB) — o gesto do líder Igor Franco levantou uma bandeira vermelha na Prefeitura em modo de alerta máximo. A mensagem para os analistas é clara: Mabel está desgastado não pela oposição, mas pela divisão interna que ameaça a governabilidade.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Divulgação
/ câmara municipal de Goiânia