Irmã de Monara diz que o suspeito era possessivo e que a vítima chegava machucada; a Polícia Civil investiga o caso
A família de Monara Pires Gouveia de Moraes, 31 anos, uma mulher em situação de rua cujo corpo foi encontrado sem vida em um terreno baldio na cidade de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, falou sobre o relacionamento entre a vítima e o principal suspeito do crime. Sua irmã Nayara Pires de Moraes afirmou que Monara teve um relacionamento de cinco meses com Trinidad, que ela diz ter sido repleto de ciúmes e indícios de violência.
Nayara disse em depoimento que sua irmã conheceu o acusado em fevereiro de 2025, e até morou com ele na casa do pai deles na cidade. Eles moravam juntos e Monara frequentemente aparecia com ferimentos. “Ela chegava em casa com hematomas, mas nunca contou a ninguém o que estava acontecendo. Ela mencionou o ciúme possessivo dele uma vez. Nós [tínhamos nossas suspeitas], mas ela nunca confirmou”, disse Nayara.
A irmã também disse que a família tentou ajudá-la — enviando dinheiro para pagar consultas particulares para tentar interná-la, por exemplo. “Tentamos muitas vezes ajudar Monara, mas essa tragédia aconteceu”, disse ela.
Pedido de justiça
A família descreveu Monara como uma mulher que era amada por todos. Nayara implora para que o caso não fique impune: “Que a Justiça seja borracha e que ele seja atingido fortemente por ela para que possa ricochetear”, continuou.
O caso
O corpo de Monara foi descoberto em 7 de julho de 2025 no Bairro Popular, em Rio Verde. A investigação da Polícia Civil mostra que o namorado — um homem de 26 anos — cometeu o crime por ciúmes. Ele foi preso em 22 de agosto.
O delegado Adelson Candeo disse que o suspeito já havia agredido a vítima várias vezes antes e um dia antes de cometer o homicídio, ele incendiou a casa em que ambos viviam. O homem tem antecedentes criminais por crimes contra o patrimônio em São Paulo e havia se mudado recentemente para Goiás.
Por: Redação
Foto: Divulgação/PCGO