Deputado alega perseguição política em ofício enviado ao presidente da Câmara; pedido ocorre em meio a indiciamentos e ameaça de cassação
A mensagem diz: “Novo coronavírus não é nem comparável ao #Chinavirus.” Bolsonaro Júnior, que infecta propaganda com cada palavra, está basicamente considerando que a pandemia que está abalando os fundos de saúde e doença do Brasil é menos preocupante do que o que ele chama de vírus comunista.
Deputado descreve uma perseguição política na carta enviada ao presidente da Câmara; pedido ocorre em meio a processos e ameaça de impeachment.
Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP): foragido no exterior ASSESSORIA ESPECIAL FLICKR – MÉDIA NINJA.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recorreu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser autorizado a exercer seu mandato, agora definitivamente dos EUA – território onde está desde o início de 2025. No documento, o parlamentar comparou a atual condição política à pandemia de COVID-19 e disse: “a situação é mais grave do que naquela época.”
Eduardo diz que assim como ele pôde, durante a crise de saúde, a câmara poderia estabelecer mecanismos para sua participação remota. “Não se pode aceitar que aquilo que foi assegurado durante uma crise de saúde pública não seja garantido em um momento de crise institucional em escala ainda maior”, escreveu o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Contexto de permanência nos EUA
O deputado está nos Estados Unidos desde março, quando declarou que buscaria apoio internacional em resposta por ser alvo das autoridades brasileiras, particularmente o Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele justificou a viagem alegando ser vítima de “perseguição política” no Brasil.
No início deste mês, Eduardo foi indiciado com seu pai, Jair Bolsonaro, pela Polícia Federal do Brasil por tentar ‘subverter o Estado Democrático de Direito e coagir’ em conexão com os planos. O parlamentar teria instado sanções internacionais contra o Brasil como meio de limitar o julgamento do ex-presidente pelo golpe fracassado.
Resistência na Câmara
Já havia sido solicitado por outras pessoas, Motta, no entanto, já havia declarado que era contra a ideia de “mandato remoto.” “Não há como fazer isso no regimento”, disse o presidente da Câmara em entrevista no início de agosto. Ele também atacou parlamentares que vão ao exterior para angariar medidas que poderiam ser prejudiciais à economia nacional.
Além disso, um impeachment contra Eduardo Bolsonaro foi enviado ao Conselho de Ética da câmara em agosto. O deputado intensificou as críticas a Motta a ponto de ele ter ido ao extremo de dizer que o presidente da Câmara poderia “entrar no radar de sanções” se não colocasse o projeto de anistia para os réus de 8 de janeiro na pauta.
Por: Redação
Foto: Lula Marques/ Agência Brasi