Escritor gaúcho resplandece com espírito, maravilha-se com o mundo no ‘maior’ século
.Existe em destaque um proeminente autor gaúcho e historiador público — que se portava com cavalheirismo — morreu no mês passado devido a complicações de um ataque cardíaco, disse seu filho.
O Brasil perdeu um de seus maiores escritores neste sábado (30). Luis Fernando Verissimo, que era muito admirado e considerado uma referência na literatura nacional, tinha 88 anos e faleceu em Porto Alegre. Ele estava na UTI do Hospital Moinhos de Vento desde 11 de agosto, após complicações de pneumonia. A instituição confirmou a morte às 00h40.
Verissimo sofria de problemas cardíacos nos últimos anos e havia sido diagnosticado com doença de Parkinson. Ele passou por uma cirurgia para implantar um marcapasso permanente em 2016, e um derrame em 2021 deixou-o com mobilidade e fala comprometidas.
Ainda não há detalhes sobre o velório e o sepultamento.
Legado literário e cultural
Verissimo nasceu em 2 de dezembro de 1936, em Porto Alegre, onde trabalhou como cronista, romancista, tradutor e roteirista. Ao longo de sua carreira, vendeu mais de 5,6 milhões de exemplares e encantou gerações com textos humorísticos, críticos e acessíveis. Seu primeiro livro, “O Popular”, foi publicado em 1973, mas ele ganhou atenção nacional com “O Analista de Bagé” (1981) após a primeira edição esgotar em dois dias.
Além da literatura, ele era conhecido como colunista de jornais de grande circulação, entre eles O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora. Aficionado por música, tocava saxofone em bandas de jazz, como Renato e seu Sexteto.
Vida pessoal
Ele viveu no Rio de Janeiro de 1962 até 1966, quando se casou com Lúcia Helena Massa, com quem permaneceria até sua morte. O casal teve três filhos: Fernanda, Mariana e Pedro.
Respeitado e reverenciado, Verissimo será uma lacuna irreparável para a cultura brasileira, embora sua obra continue viva como referência de inteligência, humor e sensibilidade.
Por: Redação
Foto: Divulgação