Uma análise do Ministério da Gestão revela um aumento de 213% nos custos, totalizando R$ 392,6 milhões. Entre as passagens aéreas, o aumento foi de 267% em relação ao final da era Bolsonaro
As despesas de viagem do Executivo federal para funcionários não Executivos dispararam durante os primeiros dois anos de mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os custos totalizaram R$ 392,6 milhões, com um aumento de 213% em relação ao último biênio (57,6% de Jair Bolsonaro (PL)) do Governo Jair Bolsonaro (PL), de acordo com a pesquisa do Painel de Viagens, publicada por uma ferramenta oficial do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).
A maior parte do valor foi canalizada para passagens aéreas, que valeram R$ 200,9 milhões. Este valor é 267% superior ao montante liberado de 2021 a 2022, o último período do governo Bolsonaro, R$ 54,6 milhões.
Os valores foram ajustados pela inflação usando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os resultados da pesquisa não nomeiam os indivíduos que puderam realizar as viagens, nem mesmo racionalizam os critérios para a escolha dos mesmos.
A medida, que marca um aumento significativo, torna-se ainda mais perceptível quando o governo fala em aperto fiscal e revisão das despesas públicas.
As autoridades apontam que a ausência de transparência detalhada sobre o perfil dos passageiros geraria questionamentos da sociedade civil e das autoridades de fiscalização.
Por: Bruno José
Foto: Ricardo Stuckert / PR