Caso inusitado chamou atenção das autoridades eleitorais; investigação aponta fraude cometida em 2022 com dados da cachorra “Mel”
Uma moradora de Goiás foi indiciada pela Polícia Civil após ter registrado sua cadela como eleitora e até votar em nome do animal durante as eleições de 2022. A cadela, chamada “Mel”, chegou a ter título emitido com número de inscrição e compareceu “oficialmente” às urnas por meio da fraude.
O caso foi descoberto depois que servidores da Justiça Eleitoral identificaram inconsistências no cadastro, como divergências nos documentos apresentados. A investigação revelou que a mulher usou dados falsos para validar o registro, criando uma identidade eleitoral para o animal de estimação.
De acordo com os investigadores, a fraude foi confirmada quando a equipe cruzou informações com o banco de dados oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A mulher agora responde por falsidade ideológica e crime eleitoral, que podem resultar em pena de até cinco anos de prisão.
A cadela “Mel”, no entanto, virou símbolo de um episódio que mistura incredulidade e alerta. Especialistas destacam que o caso expõe falhas a serem corrigidas no sistema de fiscalização e que serve como alerta para evitar novos episódios semelhantes no futuro.
A Justiça Eleitoral informou que segue reforçando mecanismos de segurança e que situações como essa são excepcionais, mas preocupantes.
Por: Tatiane Braz
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