A capital está entre algumas das áreas mais quentes do país, enquanto a baixa umidade aumenta o risco de incêndios e agrava problemas de saúde
Goiás é um dos estados mais quentes, e esta semana marcou-se em sua história recente. São Miguel do Araguaia, no norte de Goiás, registrou 42,9 °C hoje (13), valor máximo de temperatura em todo o Brasil neste sábado (13), de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A cidade de Goiás também ficou na posição de 42,4 °C, mostrando que o estado é um referencial na realidade climática nacional.
Em Goiânia, onde a temperatura atingiu 39,1 °C, a capital classificou-se como a 11ª cidade mais quente do Brasil. O calor – na extremidade superior do que se espera em Portland, mesmo durante os dias mais quentes do verão – veio com um alerta: a umidade relativa despencou para entre 20% e 12%, níveis perigosamente baixos que aumentam o risco de incêndios florestais e representam sérios riscos à saúde.
As principais consequências dessa mistura, dizem os especialistas, têm sido pele seca; olhos irritados; dores de garganta; sistemas respiratórios desgastados; e mais do que um pico nos casos de desidratação. Portanto, é melhor cuidar adequadamente e beber mais água, usar creme hidratante, evitar se expor ao sol das 10h às 16h.
O calor intenso tem mostrado suas cores desde a última quarta-feira (10), quando Goiás registrou três locais na lista das cidades mais quentes do Brasil: São Miguel do Araguaia (40,7 °C), Porangatu (39,4 °C) e a cidade de Goiás (39 °C). Goiânia também reapareceu no ranking, com 37,7 °C.
A previsão é que as altas temperaturas continuem pelos próximos dias, deixando Goiás em destaque no mapa climático e de saúde nacional, e exigindo prioridade de atenção por parte da população em vista dos riscos para a saúde e o meio ambiente.
Por: Tatiane Braz
Foto: SES-GO**