Magistrado do Supremo Tribunal concede à polícia penal do DF 24 horas para esclarecer escolta após saída do hospital
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, ordenou que a Polícia Penal do Distrito Federal explique por que o ex-presidente Jair Bolsonaro não retornou diretamente à prisão domiciliar após sua saída do hospital. A decisão, que foi proferida na segunda-feira (15 de setembro), ocorre um dia após o senador ter recebido alta de seu tratamento hospitalar em Brasília.
Moraes deu um prazo de 24 horas para obter mais informações sobre a escolta que Bolsonaro recebeu, disse a decisão. O relatório deve incluir o veículo de transporte, os agentes de segurança física e um relato de permanência no quarto do hospital.
Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star na manhã de domingo, onde fez exames e procedimento para remoção de lesões no torso e no braço direito. A equipe hospitalar informou que o procedimento foi realizado sob anestesia local e sedação.
Ao ser liberado, o STF antecipou que o ex-presidente seria escoltado diretamente para a casa onde está em prisão domiciliar. Que o retorno imediato não foi realizado é motivo de questionamento e levou Moraes a exigir explicações formais da Polícia Penal do DF.
Por: Tatiane Braz
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom, Agência Brasil