O governador de São Paulo descreveu o crime como “covarde” e disse que encontrar os responsáveis era uma prioridade
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu firmemente à morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, assassinado em uma emboscada na noite de segunda-feira (15 de setembro) em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Tarcísio classificou o crime como “vil e covarde” e prometeu que quem fosse responsável seria responsabilizado na máxima extensão da lei.
Nas redes sociais, o governador destacou o compromisso de Fontes que, por mais de 40 anos, trabalhou na Polícia Civil e foi pioneiro contra o PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele ressaltou que o ex-procurador “deixou uma marca na Segurança Pública de São Paulo e que estava de luto por sua morte” enquanto Fontes ainda era Secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande.
Das primeiras investigações, foi revelado que Fontes foi baleado enquanto saía do prédio da prefeitura. Testemunhas disseram que os agressores estavam à espreita dentro de um carro e descreveram o ataque como premeditado. Momentos depois, o veículo dos criminosos foi localizado queimado.
Para o Ministério Público de São Paulo, há fortes indícios de que se trata de um crime mafioso. De acordo com a equipe do Gaeco, não se pode descartar que o assassinato esteja relacionado a uma licitação municipal que não beneficiou o crime organizado.
“Unidades policiais continuam a patrulhar e buscar os autores na área.” Tarcísio disse que não haveria impunidade e que o Estado atuará com mão pesada para responder à sociedade o mais rápido possível sobre a morte de um dos principais homens da segurança de São Paulo.
Por: Genivaldo Coimbra
Fotos: Marcello Casal Jr/Agência Brasil e Polícia Civil de São Paulo/Divulgação.