Escândalo Epstein, protestos da extrema direita e pressão sobre Keir Starmer marcam viagem de Estado
O rei Carlos III estendeu um convite ao presidente dos EUA, Donald Trump, para visitar o Reino Unido em sua segunda visita de estado; aqui o presidente dos EUA é fotografado desembarcando na Grã-Bretanha na terça-feira (16). O presidente americano chega em um momento difícil para o governo trabalhista, que foi abalado após o embaixador britânico em Washington, Peter Mandelson, ser acusado de ser amigo próximo de Jeffrey Epstein. O episódio levantou questões sobre a liderança do primeiro-ministro Keir Starmer.
A crise ocorre em tempos de ascensão da extrema-direita. No último sábado, 150.000 pessoas tomaram as ruas de Londres em um protesto convocado por Tommy Robinson, um ativista anti-imigração. O movimento anti-lockdown ganhou impulso com o apoio do ex-estrategista de Trump, Steve Bannon, e do bilionário Elon Musk, que chegou a argumentar pela morte do Parlamento.
As autoridades britânicas orquestraram o que foi descrito como a maior operação de segurança desde a coroação do rei Carlos III, com “bloqueios terrestres e fechamentos de espaço aéreo”. A medida vem em resposta aos temores de novos ataques, após a tentativa de assassinato de Trump, incluindo uma morte ligada ao movimento MAGA que matou o jovem ativista Charles Kirk.
Do lado oficial das coisas, haverá uma recepção em Windsor com um banquete real e cerimônia militar. Embora existam conflitos sobre o clima e o papel da União Europeia, até agora se assume que o rei Carlos seguirá as normas diplomáticas. Importa menos para Trump, 73, o simbolismo da monarquia (ele tem laços com a Escócia).
Na quinta-feira (18), Trump se encontrará com Starmer em Chequers, a casa de campo do primeiro-ministro. As conversas provavelmente se concentrarão em comércio, investimento em energia nuclear e a crise em Gaza e na Ucrânia. A viagem termina com uma coletiva de imprensa, que desafiará a sobrevivência política de ambos os homens em meio às consequências do caso Epstein e à pressão da extrema-direita.
Por: Sidney Araujo
Foto: Reprodução de Mídia Social