A maioria dos brasileiros quer novos nomes para disputar a presidência, aponta pesquisa. A preferência vai para Tarcísio de Freitas e frustra Geraldo Alckmin
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (8) apontou um quadro de fadiga com as duas principais figuras políticas do país. Segundo a pesquisa, 76% dos entrevistados disseram que Jair Bolsonaro (PL) deveria defender um nome diferente e 59% consideram que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria disputar a reeleição em 2026.
O resultado é um sinal do cansaço do eleitorado com a polarização. Mesmo entre os apoiadores de Bolsonaro, o grupo está dividido: 52% querem manter seu nome na cédula, enquanto 46% agora dizem preferir que ele deixe outra pessoa disputar. Na perspectiva do atual presidente, também, a maioria preferiria ver Lula fora da disputa e dar mais espaço a novos líderes no campo governista.
Ao discutir alternativas potenciais, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi citado por 15% como favorito entre a oposição. Entre este grupo, o mais lembrado foi o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com 9%. Outros nomes também foram mencionados, mas com menos vigor, incluindo Ratinho Júnior, Simone Tebet e Fernando Haddad.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas de 12 a 14 de setembro e tem uma margem de erro amostral de mais ou menos dois pontos percentuais. O estudo aponta para a possibilidade de que, enquanto Lula e Bolsonaro continuam a dominar o debate político, há cada vez mais apetite por alternativas capazes de transcender a polarização que caracterizou as eleições recentes.
Por: Genivaldo Coimbra
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