Senador acusado de forjar contratos para evitar a apreensão judicial de bens
O senador e ex-jogador de futebol, Romário (PL-RJ), foi condenado pelo Tribunal do Rio de Janeiro a pagar uma multa de R$ 2 milhões por fraude na execução de dívidas. A decisão da juíza Simone Frota foi proferida nesta sexta-feira (20/9), no entanto, ainda cabe recurso.
Sob o esquema, Romário aparentemente usou contratos falsificados e transferências de bens para evitar que ações de cobrança apreendessem seus bens. A tática, segundo o tribunal, era um esforço para “frustrar a eficácia da execução.”
O autor do processo é a empresa Koncretize, que gerenciava serviços para o Café Onze e o restaurante de Romário na Barra da Tijuca, após ter fechado com uma dívida de R$ 20 milhões. A ação foi movida pela empresa, já que nunca recebeu os pagamentos.
O senador também foi condenado a seis meses de detenção convertida em multa. Desta forma, ele não irá para a prisão, mas a decisão judicial ainda lhe custará financeiramente.
Romário, que teve uma série de outros problemas legais, também disse repetidamente que não deve nada a ninguém e insistiu que recorreria da punição em instâncias superiores.
A condenação reacende conversas sobre a necessidade de mais transparência do público em relação às pessoas em posições de poder, bem como questões de credibilidade e responsabilidade quando envolvem dívidas empresariais e pessoais.
Por: Lucas Reis
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado