Senadores aprovam mudanças que reduzem carga tributária e podem representar um “14º salário” para trabalhadores de menor renda
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (24), uma proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 4.990 mensais. A medida também prevê redução gradual para salários de até R$ 7.350, além de ajustes para rendimentos mais altos.
De acordo com o relator Renan Calheiros (MDB-AL), a proposta tem potencial de beneficiar cerca de 10 milhões de contribuintes, funcionando como uma espécie de “14º salário” para quem mais sente o peso da inflação no orçamento. “Essa é uma forma de devolver ao trabalhador parte do que ele perde com a carga tributária e garantir um respiro financeiro às famílias”, afirmou o senador.
O projeto ainda estabelece novas regras: taxação de dividendos, corte na alíquota do Imposto de Renda das empresas e o fim da dedução dos juros sobre capital próprio. Além disso, cria uma tributação adicional para quem ganha mais de R$ 600 mil por ano.
Agora, o texto segue para análise na Câmara dos Deputados, onde um projeto semelhante, relatado por Arthur Lira (PP-AL), está parado desde julho devido a divergências sobre o impacto fiscal de R$ 25 bilhões. O embate entre os dois parlamentares, rivais políticos em Alagoas, promete aquecer as discussões nos próximos meses.
Enquanto isso, trabalhadores aguardam com expectativa. Para muitos, a proposta pode representar o primeiro respiro no orçamento em anos.
Por: Redação
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil