Luís César de Paula Espíndola é acusado de assédio moral e sexual contra servidoras desde os anos 1980 e segue afastado do cargo no Tribunal de Justiça do Paraná
O desembargador Luís César de Paula Espíndola, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), está sendo investigado por assédio moral e sexual após declarações polêmicas e denúncias de comportamento abusivo dentro do tribunal. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, abrir um processo disciplinar e manter seu afastamento.
Durante uma sessão pública, Espíndola declarou que “os homens é que estão sendo assediados” e que “as mulheres estão loucas atrás de homens”, gerando forte reação negativa entre magistrados e advogados. As falas ocorreram meses depois de novas denúncias de servidoras que relataram situações de constrangimento e importunação.
De acordo com o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, as funcionárias seguiam “protocolos de sobrevivência” para lidar com o magistrado e evitavam qualquer situação em que pudessem ficar sozinhas com ele. Também há relatos de uso indevido de servidoras em funções domésticas.
O CNJ lembrou que Espíndola já foi condenado por violência doméstica contra a própria irmã e afirmou que o caso expõe a necessidade de mecanismos eficazes de combate ao assédio no Judiciário. O presidente do Conselho, ministro Edson Fachin, reforçou que “juízes que erram devem ser responsabilizados”.
Por: Genivaldo Coimbra
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