Oito corpos ainda aguardam identificação; autoridades apuram denúncias de execução e uso de câmeras corporais
A megaoperação realizada na última terça-feira (28) contra o Comando Vermelho, no Complexo da Penha, ainda mobiliza as autoridades no Rio de Janeiro. O Instituto Médico Legal (IML) já identificou 109 corpos, mas oito ainda aguardam confirmação. Os trabalhos contam com peritos vindos de outros estados e devem se estender pelos próximos dias.
A força-tarefa também investiga a origem dos mortos, já que parte deles seria de estados como Pará, Bahia, Amazonas, Ceará e Goiás, onde alguns ocupavam cargos de liderança dentro da facção. A Polícia Civil informou que mais de 40 dos mortos tinham mandados de prisão pendentes e histórico criminal por tráfico, homicídio e roubo.
Entre as pendências, está a apuração sobre o uso das câmeras corporais durante a operação. O secretário de Polícia Militar, Marcelo de Menezes, alegou que as baterias podem ter descarregado no meio da ação, o que dificulta a análise das imagens.
As denúncias de moradores sobre possíveis execuções e torturas também estão sob apuração. O Ministério Público e a Corregedoria da PM acompanham o caso, e os laudos devem ser divulgados nas próximas semanas.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução Jornal Nacional