Presidente destacou resultados de ações federais que geraram prejuízo recorde de R$ 19,8 bilhões às facções criminosas desde 2023
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o papel do governo federal no combate ao crime organizado, dias após criticar a megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. Em publicação no X (antigo Twitter), Lula ressaltou que o enfrentamento às facções deve ocorrer com “inteligência, integração e foco nos líderes do crime”.
Segundo o presidente, desde 2023 as ações coordenadas entre a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e outros órgãos de segurança resultaram na retirada de R$ 19,8 bilhões das mãos de criminosos — o maior prejuízo financeiro já imposto às facções. O número de operações da PF aumentou 80% em relação a 2022, saltando de 1.875 para 3.393 no ano seguinte. Até outubro de 2025, já foram realizadas 2.922 operações.
Lula também destacou o recorde de apreensão de drogas pela PRF, que somou 850 toneladas em 2024, e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI). O órgão reúne países da Pan-Amazônia e estados brasileiros para combater o tráfico, o garimpo ilegal e os crimes ambientais.
O presidente ainda lembrou o envio ao Congresso do Projeto de Lei Antifacção e da PEC da Segurança Pública, que ampliam penas e garantem recursos permanentes para os estados. “Segurança pública é inteligência, cooperação e investimento, não matança”, concluiu Lula.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto:Ricardo Stuckert / Presidência da República/Divulgação