Mesmo sem chances de subir, Dragão encara a Chapecoense fora de casa em jogo que pode definir o futuro esmeraldino
O destino colocou o Atlético-GO em um cenário inusitado na última rodada da Série B de 2025. Já sem possibilidade matemática de acesso e estacionado no meio da tabela, o Dragão chega à rodada final justamente como peça-chave na briga do rival Goiás pelo retorno à Série A. A equipe rubro-negra enfrenta a Chapecoense, em Chapecó, e o resultado desse duelo pode definir o caminho esmeraldino.
A matemática é simples e implacável: a Chapecoense, com 59 pontos, precisa vencer para subir. O Goiás, que enfrenta o Remo, sobe com triunfo próprio, mas também pode garantir o acesso se empatar — desde que a Chape não vença ou que o Criciúma tropece diante do Cuiabá. Assim, o Atlético-GO, mesmo sem intenção direta, pode acabar facilitando a vida do maior rival.
Apesar do simbolismo, a diretoria rubro-negra tenta manter distância de qualquer narrativa de “ajuda”. Adson Batista, presidente do clube, reafirmou que não torce pelo acesso do Goiás e preferia não vê-lo na elite. Contudo, assegurou que essa opinião não interfere no comportamento do time. Segundo ele, o compromisso do Atlético-GO é com a competição, com a camisa e com a seriedade que o campeonato exige.
Para o Dragão, a partida representa a oportunidade de encerrar um ano oscilante com dignidade. Um primeiro turno abaixo do esperado e pontos desperdiçados custaram caro, mas a reação na reta final deixou uma impressão mais positiva.
O jogo em Chapecó, portanto, carrega três narrativas: a sobrevivência da Chape, a honra do Atlético-GO e a esperança do Goiás. A rivalidade entra em campo apenas como pano de fundo de um roteiro típico das últimas rodadas — dramático, imprevisível e capaz de definir destinos para 2026.
Por: Bruno José
Foto: Bruno Corsino/ACG