Golpistas usaram nome da presidente do Palmeiras para tentar fraudar contatos; decisão reforça pressão por mais segurança nas plataformas
A Meta foi condenada pela Justiça de São Paulo por falhas relacionadas à clonagem do WhatsApp de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa. A fraude ocorreu em julho, quando criminosos criaram uma conta falsa usando foto e nome da dirigente para tentar aplicar golpes em pessoas próximas e funcionários da empresa.
No processo, Leila afirmou que tentou resolver o problema diretamente com a plataforma, sem sucesso. Já a Meta sustentou que não opera o WhatsApp no Brasil e atua apenas em publicidade e suporte, mas confirmou ter solicitado ao provedor o bloqueio da conta fraudulenta.
A presidente identificou o golpe após relatos internos de que alguém se passava por ela para solicitar informações e estabelecer contato com setores da Crefisa. Com base nisso, a Justiça concedeu liminar determinando que a Meta bloqueasse o número e fornecesse os dados completos do fraudador, sob pena de multa diária.
No julgamento definitivo, a 33ª Vara Cível confirmou as medidas já tomadas e condenou a empresa ao pagamento de custas e honorários equivalentes a 10% do valor da causa. O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das grandes plataformas e a necessidade de respostas mais rápidas diante de crimes digitais.
Por: Bruno José
Foto: CESAR GRECO/Palmeiras