Novos relatos mostram que Camilo Bueno Rodovalho enviava mensagens de cunho sexual e nudes pelo Instagram; caso reforça padrão já investigado pela Polícia Civil
Novas denúncias reforçam o histórico de comportamento abusivo de Camilo Bueno Rodovalho, assessor parlamentar que ganhou notoriedade após ser flagrado nu na janela de um prédio de luxo no Jardim Goiás, em Goiânia. Agora, ele também responde por violência psicológica contra uma mulher que o acusou de assédio em mensagens privadas.
O boletim de ocorrência, registrado em 13 de novembro, detalha a abordagem feita via Instagram. Nas mensagens, Camilo oferece dinheiro, faz comentários de teor sexual e chega a enviar conteúdo inapropriado. A vítima bloqueou o servidor e relatou que outras mulheres passaram pela mesma situação, incluindo o recebimento de nudes não solicitados.
A nova denúncia se soma ao caso de ato obsceno envolvendo vizinhos do edifício onde ele mora, formando um quadro de reincidência que fragiliza as tentativas do assessor de justificar as condutas com laudos psiquiátricos antigos de bipolaridade e TDAH.
Reincidência derruba justificativa
Segundo a vítima, o padrão das mensagens revela insistência, manipulação e claro constrangimento emocional. Investigadores avaliam que a repetição dos episódios dificulta qualquer alegação de que se tratariam de momentos isolados ou crises pontuais.
A coluna Rápidas, do Portal 6, já havia noticiado a autodefesa de Camilo por meio de diagnósticos psiquiátricos, porém a ampliação das denúncias reforça que o comportamento pode configurar um padrão de assédio.
Deputado Mauro Rubem afasta o assessor
Com o agravamento da situação, o deputado estadual Mauro Rubem (PT) anunciou o afastamento imediato de Camilo de todas as atividades do gabinete. A medida veio após a repercussão das novas denúncias e da pressão pública para uma resposta mais firme.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que já reúne depoimentos e mensagens para avaliar possíveis crimes relacionados ao assédio e envio de conteúdos íntimos sem consentimento.
Por: Lucas Reis
Foto: Reprodução