Programa Captura cria força-tarefa nacional, reúne 216 foragidos de alta periculosidade e promete integração entre estados para acelerar prisões
O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou, nesta segunda-feira (8), o lançamento de uma nova “lista vermelha” com os criminosos mais perigosos do país. A iniciativa faz parte do Programa Captura, força-tarefa nacional criada para localizar e prender foragidos de alta periculosidade, com atuação integrada entre polícias de todos os estados.
A lista reúne 216 procurados em todo o Brasil, selecionados com base em critérios técnicos previstos na Portaria MJSP nº 570/2023 e no Despacho nº 80/2025, ambos assinados pelo ministro Ricardo Lewandowski. Cada unidade da Federação indicou oito nomes, escolhidos a partir de uma matriz que considera gravidade dos crimes, vínculos com organizações criminosas, quantidade de mandados de prisão e atuação interestadual.
Coordenado pela Senasp, o programa utiliza como principal ferramenta o portal gov.br/captura, plataforma que reúne informações sobre os foragidos e recebe denúncias anônimas enviadas pela população.
Segundo Lewandowski, o objetivo é “enfrentar o crime organizado com inteligência, integração federativa e participação ativa da sociedade”. O ministro destacou ainda que a nova lista permitirá que equipes de segurança de qualquer região tenham acesso imediato aos procurados, facilitando operações conjuntas e reduzindo a circulação de criminosos entre os estados.
O cadastro será atualizado semestralmente, podendo sofrer alterações emergenciais conforme necessidades estratégicas. O programa também inclui capacitação de agentes de segurança e compartilhamento de boas práticas para aprimorar o cumprimento de mandados judiciais.
Foco ampliado no Rio de Janeiro
Uma célula operacional do Programa Captura será instalada no Rio de Janeiro, estado que frequentemente recebe criminosos de outras regiões. A estrutura reforçará as operações locais, ampliando o apoio às polícias fluminenses e acelerando a troca de informações sobre foragidos vinculados a facções nacionais.
Por: Lucas Reis
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil