Médicos credenciados da rede pública de saúde paralisam atividades em Goiânia — Foto: Fábio Lima/ O Popular
Categoria aponta falta de segurança, estrutura precária e desvalorização profissional; SMS afirma que não há atrasos nos pagamentos
Médicos credenciados da rede pública de saúde de Goiânia paralisaram as atividades nesta terça-feira (13), em protesto contra a falta de segurança, problemas estruturais nas unidades e o que classificam como desvalorização profissional. A paralisação foi anunciada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego).
De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema de Saúde de Goiás (SindSaúde), Luzineia Vieira, o movimento também envolve outros profissionais da saúde credenciados, que alegam atraso salarial desde novembro e condições inadequadas de trabalho. Entre as principais queixas estão a falta de insumos, escassez de medicamentos e equipamentos defasados, como aparelhos de raio-X.
Segundo a dirigente sindical, além da precarização das unidades, há falhas no sistema de informação que impedem o repasse adequado dos exames aos médicos. Ela também critica o fechamento de unidades de saúde sem diálogo com os trabalhadores e defende a realização de concurso público para reduzir a sobrecarga das equipes.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que os valores dos plantões médicos foram ajustados à realidade de mercado no novo credenciamento e que não há repasses em atraso. A pasta informou ainda que os atendimentos de urgência e emergência devem ser mantidos integralmente e que a paralisação ocorre apenas na UPA do Jardim América.
Por: Genivaldo Coimbra