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Decisão do Conselho Deliberativo tem efeito imediato; assembleia geral vai definir permanência ou saída definitiva do cargo
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, na noite de sexta-feira (16), o processo de impeachment do presidente Julio Casares, resultando em seu afastamento imediato do comando do clube. A votação ocorreu no Morumbis e, apesar da decisão, o dirigente ainda não foi destituído em definitivo, já que o estatuto prevê novas etapas antes do desfecho final.
De acordo com as regras internas, a decisão do Conselho precisará ser ratificada em uma assembleia geral dos sócios, que deverá ser convocada em até 30 dias. Para a confirmação do impeachment, será necessária maioria simples. Até lá, Casares permanece afastado de suas funções administrativas.
Durante esse período, o vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos, assume interinamente a presidência do São Paulo. Caso a assembleia aprove o afastamento, o vice seguirá no cargo até a próxima eleição, prevista para o fim de 2026. Se a decisão for rejeitada, Casares reassume o mandato.
A votação no Conselho foi expressiva: 188 dos 235 conselheiros presentes se manifestaram favoráveis ao impeachment. As acusações envolvem má gestão orçamentária, venda de atletas abaixo do valor de mercado e uso irregular de camarotes do estádio do Morumbis.
Nos bastidores, a gestão de Casares já vinha sendo alvo de investigações desde o fim de 2025, com apurações sobre movimentações financeiras suspeitas, saques em dinheiro e denúncias envolvendo familiares e membros da diretoria. O cenário de crise acelerou a pressão política interna que culminou no afastamento do dirigente.
Por: Bruno José