Especialistas apontam falhas na prevenção e cobram fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres
O ano de 2025 foi marcado pelo crescimento expressivo dos casos de feminicídio no Brasil, alcançando o maior número já registrado no país. O aumento acende um alerta sobre a eficácia das políticas de enfrentamento à violência de gênero e a capacidade do Estado em proteger mulheres em situação de risco.
Levantamentos indicam que a maioria dos crimes ocorreu no ambiente doméstico, cometidos por parceiros ou ex-companheiros. Em muitos episódios, havia histórico de violência anterior, o que reforça a avaliação de que medidas preventivas não foram aplicadas de forma eficaz ou no tempo adequado.
Especialistas destacam que fatores como desigualdade social, machismo estrutural e fragilidade na rede de proteção contribuem diretamente para o agravamento do problema. A sobrecarga do sistema público, aliada à dificuldade de acesso a delegacias especializadas e serviços de apoio, amplia a vulnerabilidade das vítimas.
Diante do cenário, entidades civis e pesquisadores defendem a ampliação de investimentos em políticas públicas, integração entre órgãos de segurança e justiça, além de campanhas permanentes de conscientização. Para eles, o combate ao feminicídio deve ser tratado como uma questão estrutural e contínua.
O recorde registrado em 2025 reforça a urgência de ações concretas e coordenadas. Sem mudanças efetivas, o país corre o risco de manter um ciclo de violência que segue vitimando mulheres de forma sistemática.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Imagens ilustrativa