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Casos como Banco Master e Will Bank acendem alerta e reforçam a importância de avaliar a proteção do dinheiro antes de investir
A recente liquidação do Banco Master e, mais recentemente, do Will Bank, reacendeu o alerta entre investidores brasileiros sobre a segurança das instituições financeiras. Embora o sistema bancário nacional seja considerado sólido, episódios como esses mostram que riscos existem e exigem atenção redobrada de quem aplica seu dinheiro.
Desde novembro de 2025, ao menos seis instituições passaram por intervenções diretas do Banco Central. O Will Bank, que possuía cerca de 12 milhões de clientes, foi liquidado no último dia 21, gerando apreensão principalmente entre correntistas e investidores que mantinham valores elevados aplicados na fintech.
Especialistas reforçam que o primeiro passo antes de investir é verificar se o produto financeiro conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo assegura valores de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, cobrindo aplicações como CDBs, LCIs, LCAs, poupança e depósitos em conta-corrente.
Outro ponto essencial é consultar se o banco faz parte do FGC, informação disponível no site oficial da entidade. Criado após a crise bancária dos anos 1990, o fundo é mantido por contribuições das próprias instituições financeiras e atua como uma rede de proteção ao sistema.
No caso do Banco Master, a liquidação deve representar o maior resgate da história do FGC, estimado em cerca de R$ 47 bilhões. Já os clientes do Will Bank estão incluídos nesse processo, uma vez que a fintech integra o mesmo conglomerado, o que reforça a importância de diversificar investimentos e não concentrar recursos em apenas uma instituição.
Por: Genivaldo Coimbra