Crianças sumiram em território quilombola; denúncia em São Paulo é apurada pela polícia
As investigações sobre o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, seguem mobilizando autoridades e voluntários no Maranhão. As crianças desapareceram no último dia 4, após saírem para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal, a cerca de 250 quilômetros de São Luís.
Nos últimos dias, a Polícia Civil de São Paulo passou a apurar uma denúncia de que as crianças teriam sido vistas na tarde de sábado (24) em um hotel no bairro da República, região central da capital paulista. A informação está sendo analisada em conjunto com as forças de segurança do Maranhão.
Desde o desaparecimento, mais de 500 pessoas participam da força-tarefa, incluindo equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Marinha, que atuam tanto em terra quanto no Rio Mearim.
Resgate do primo
Três dias após o desaparecimento, o primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado com vida em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do ponto onde o grupo foi visto pela última vez. O menino foi resgatado por produtores rurais que seguiam para o trabalho e o encontraram em meio à vegetação.
Após atendimento no Hospital Geral de Bacabal, Anderson recebeu alta médica na terça-feira (20). Na quinta-feira (22), a Justiça do Maranhão autorizou que ele auxiliasse nas buscas. À polícia, o menino indicou o trajeto percorrido com os primos até uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, localizada às margens do Rio Mearim.
Buscas e apuração
As buscas concentram-se na área indicada pelo menino e no leito do rio, onde mergulhadores utilizam o equipamento side scan sonar, capaz de mapear o fundo mesmo em águas turvas. As investigações são conduzidas por uma comissão especial da Polícia Civil, formada por equipes da SHPP, SPCI e da Delegacia Regional de Bacabal.
Durante as ações, voluntários localizaram peças de roupas infantis em uma área de mata próxima a uma gruta. Após análise, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que os itens não pertencem às crianças desaparecidas.
Segundo o secretário de Segurança Pública do estado, Maurício Martin, toda a região foi intensamente varrida com apoio de cães farejadores, drones termais, aeronaves e equipes especializadas. Nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/Redes Sociais