Processo havia sido arquivado, mas nova lei permite retomada de casos sexuais já prescritos
A Justiça da Califórnia decidiu reabrir uma ação por agressão sexual contra o músico americano Marilyn Manson. O processo, movido por uma ex-assistente do artista, havia sido arquivado em 2023 por prescrição, mas voltou a tramitar após a entrada em vigor de uma nova lei estadual que cria uma janela de dois anos para a retomada de casos desse tipo.
A decisão foi tomada pelo juiz Steve Cochran, do Tribunal Superior de Los Angeles, que reconsiderou o arquivamento após pedido da autora da ação, Ashley Walters. Segundo o magistrado, a legislação aprovada recentemente permite a reativação do processo, mesmo que o prazo legal anterior já tivesse sido ultrapassado.
Ashley Walters trabalhou com a gravadora de Marilyn Manson entre 2010 e 2011 e afirma ter sido vítima de agressões sexuais, abusos físicos e psicológicos durante o período. Ela também relata ter sido forçada a viajar com drogas e exposta a situações extremas, incluindo relatos de violência contra outras mulheres.
A defesa do cantor, cujo nome verdadeiro é Brian Hugh Warner, contesta as acusações. Em nota, o advogado Howard King afirmou que as alegações não se enquadram nos critérios exigidos pela nova lei e reiterou que Manson nega qualquer envolvimento em crimes sexuais. O caso segue agora para nova fase de análise judicial nos Estados Unidos.
Por: Lucas Reis