Corte anunciado pela Petrobras depende do repasse das distribuidoras e de fatores como estoque, logística e composição do combustível
A queda no preço da gasolina anunciada pela Petrobras ainda deve demorar alguns dias para chegar ao consumidor final. Segundo entidades do setor, a expectativa é que a redução só seja percebida nas bombas a partir da próxima semana, devido ao tempo necessário para que o reajuste percorra toda a cadeia de distribuição.
A estatal informou um corte de pouco mais de 5% no valor do combustível vendido às distribuidoras, o que representa cerca de 14 centavos por litro. No entanto, de acordo com o presidente do Minas Petro, Rafael Macedo, os postos não compram diretamente da Petrobras, o que limita qualquer repasse imediato ao consumidor.
“Os postos adquirem o combustível das distribuidoras e apenas repassam o valor. Não existe margem para antecipar essa redução enquanto o estoque atual não for renovado”, explicou. Ele ressalta que fatores logísticos e contratuais influenciam diretamente o tempo de chegada do novo preço às bombas.
Outro ponto que reduz o impacto da queda é o aumento no preço do etanol, que atualmente compõe cerca de 30% da gasolina vendida no país. Segundo Macedo, o etanol teve alta próxima de 20% nas usinas, o que acaba neutralizando parte do alívio anunciado pela Petrobras.
“A gente precisa olhar o processo como um todo. O reajuste chega primeiro à distribuidora, depois ao posto e, só então, ao consumidor. Não é algo automático”, afirmou. Enquanto isso, motoristas seguem sentindo o peso no bolso, avaliando que a redução é pequena diante do custo elevado do combustível no dia a dia.
Por: Genivaldo Coimbra