Caso ocorreu no Rio de Janeiro e envolve acusações de agressão, ameaça e dano ao patrimônio; versões dos artistas divergem
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma suposta invasão à residência do rapper Borges, ocorrida na noite de quinta-feira (29), que teria sido protagonizada por um grupo de homens liderado pelo MC Poze do Rodo. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e está sob apuração da PCERJ.
De acordo com o relato apresentado à polícia pela namorada de Borges, o grupo teria arrombado o portão da casa do rapper, promovido intensa gritaria, feito ameaças e agredido tanto Borges quanto a companheira dele. Segundo o boletim, a ação durou cerca de 50 minutos, antes de os envolvidos deixarem o local.
Borges utilizou as redes sociais para relatar o episódio e afirmou ter sido agredido mesmo estando caído no chão. Em vídeos publicados nos stories do Instagram, o rapper disse que também houve agressões contra sua namorada. “Quebraram meu portão, fizeram a maior algazarra. Me deram um chute comigo deitado no chão. Os amigos chutando minha mulher. Covardia”, declarou.
Já MC Poze do Rodo negou as acusações e afirmou que não participou de qualquer invasão ou agressão. Segundo ele, o conflito foi uma discussão “de homem para homem” entre Borges e um primo seu, identificado como Leo. Poze alegou que esteve no local apenas para separar a confusão e que não compactua com a quebra do portão da residência.
Ainda conforme Poze, o desentendimento teria começado após Borges fazer comentários ofensivos contra seu primo nas redes sociais. O MC afirmou que chegou a se oferecer para arcar com os prejuízos causados ao imóvel. “A única coisa que eu não compactuo é ter quebrado seu portão. Já mandei ver quanto ficou para eu pagar”, disse.
Borges rebateu a versão apresentada por Poze em publicação na rede social X (antigo Twitter). O rapper afirmou que não usa conflitos para ganhar visibilidade e reforçou que não aceita agressões. “Não sou santo, mas covardia nós não aceita”, escreveu.
A Polícia Civil segue ouvindo os envolvidos e analisando imagens e depoimentos para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
Por: Juliana Braz