Desfiles no Sambódromo do Anhembi alternaram força temática e problemas técnicos que podem pesar na apuração
A segunda noite de apresentações do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, realizada no sábado (14), foi marcada por uma forte presença de enredos de matriz africana e por recorrentes falhas de evolução que abriram buracos significativos em diversos desfiles.
Sete escolas passaram pela pista, com desempenhos que variaram entre apresentações competitivas pelo título e outras que deixam as agremiações em alerta na disputa contra o rebaixamento ao Grupo de Acesso 1.
A Império de Casa Verde abriu a programação com o enredo “Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras”, centrado na figura de Dona Fulô. O desfile foi consistente e colocou a escola entre as postulantes ao título. Durante a apresentação da Ala das Baianas, uma componente passou mal e precisou de atendimento, mobilizando bombeiros e o apoio do público.
Na sequência, a Águia de Ouro levou à avenida um enredo em homenagem a Amsterdã, capital dos Países Baixos. Apesar do impacto visual dos girassóis, o cortejo apresentou sérios problemas de evolução, com buracos que podem resultar em descontos relevantes.
Apontada como uma das favoritas, a Mocidade Alegre homenageou Léa Garcia, falecida em 2023. O destaque foi o carro alegórico de Iemanjá, com 13 metros de altura e uso de 10 mil litros de água. Mesmo confirmando o favoritismo, a escola também enfrentou falhas de evolução ao longo do percurso.
A Gaviões da Fiel apresentou um enredo sobre o Brasil indígena e a defesa do meio ambiente. Mantendo a tradição ligada à torcida do Corinthians, a escola evitou o uso da cor verde, justificando a escolha por meio da narrativa apresentada pela comissão de frente.
A Estrela do Terceiro Milênio prestou tributo a Paulo César Pinheiro e fez um desfile regular, mantendo-se como candidata a uma vaga no Desfile das Campeãs.
Em retorno ao Grupo Especial, a Tom Maior abordou Chico Xavier e a cidade de Uberaba (MG). Um problema técnico deixou o segundo carro alegórico apagado por parte do trajeto, mas a falha foi parcialmente corrigida a tempo de alcançar os últimos julgadores.
Encerrando a noite, o Camisa Verde e Branco levou à pista o enredo “Abre Caminhos”. Já enfrentando dificuldades de evolução, a escola teve o desfile comprometido após o último carro alegórico colidir com a grade lateral da pista, abrindo um grande buraco. Além disso, o tempo máximo foi excedido, resultando em punição de 0,3 pontos na apuração.
Por: Lucas Reis