Deputado afirma que seguiu orientações de Bolsonaro, pede união da direita e questiona versões sobre apoio a pré-candidatura ao governo
A disputa interna no PL em Goiás ganhou contornos públicos e emocionais nesta segunda-feira (16). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado federal Gustavo Gayer afirmou que os ataques vindos de dentro do próprio partido ultrapassaram todos os limites e passaram a comprometer sua trajetória política.
Segundo Gayer, o estopim da crise foi a declaração do senador Wilder Morais, que afirmou ter recebido aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o governo de Goiás. A fala provocou reações imediatas, versões contraditórias e uma avalanche de críticas nas redes sociais, que acabaram recaindo sobre o deputado.
“Estou sendo atacado por seguir orientações do meu líder político”, disse Gayer. Ele afirmou que Bolsonaro sempre defendeu cautela, evitando conflitos regionais e buscando a união da direita para enfrentar o presidente Lula e fortalecer o grupo no Senado nas eleições futuras.
O parlamentar destacou que, por respeito ao ex-presidente, optou pelo silêncio durante meses, mesmo diante de ataques pessoais e questionamentos públicos sobre sua lealdade política. “Chega uma hora em que o silêncio vira desgaste. O fogo amigo chegou a um ponto que não dá mais”, declarou.
Gayer também relembrou que Bolsonaro teria pedido, ainda antes de sua prisão, que não houvesse enfrentamentos antecipados em Goiás e que fosse preservada uma relação estratégica com o governador Ronaldo Caiado, visando um cenário de união no segundo turno das eleições.
Sem fazer acusações diretas, o deputado afirmou que a versão apresentada por Wilder após a visita ao ex-presidente diverge do que ele próprio ouviu ao longo do último ano. Por isso, disse que aguarda uma conversa com o senador Flávio Bolsonaro antes de definir qualquer posicionamento definitivo. “Faço qualquer coisa que Bolsonaro pedir. Se a orientação mudar, eu mudo também”, afirmou.
A publicação recebeu apoio público do deputado Nikolas Ferreira, que ressaltou o papel de Gayer na direita goiana e criticou o desgaste interno provocado pela exposição do conflito.
O episódio escancara a fragilidade da unidade no PL em Goiás e antecipa um cenário de disputas internas intensas, onde divergências políticas deixam os bastidores e passam a ser travadas abertamente nas redes sociais.
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Por: Genivaldo Coimbra