Investigação indica crimes recorrentes há cerca de cinco anos; provas foram encontradas em aparelho celular
O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, preso em São Paulo por estupro de vulnerável, prestou depoimento à polícia e revelou detalhes sobre os abusos cometidos contra meninas. As informações foram divulgadas em reportagem exibida pelo Fantástico, no domingo (15).
Casado e pai de quatro filhos, Sérgio foi preso no Aeroporto de Congonhas. Ainda no local, ele gravou um vídeo com investigadores e demonstrou ter ciência do motivo da prisão. Um policial questionou: “Você sabe o motivo que a gente está aqui?”. O piloto respondeu: “Sei. Eu quero responder tudo o que for possível”.
Segundo a apuração, os crimes vinham ocorrendo há aproximadamente cinco anos. Durante o depoimento, Sérgio admitiu que mantinha contato direto com as vítimas, saía com elas e armazenava fotos e vídeos no celular. Ele afirmou que pagava entre R$ 50 por imagens e valores que variavam de R$ 200 a R$ 500 para manter relações sexuais.
A investigação aponta que o piloto se aproximava das meninas por meio de familiares. Em um dos casos relatados, ele disse ter conhecido duas irmãs, de 12 e 15 anos, com a intermediação da avó. Sérgio também revelou que levava as vítimas a motéis, utilizando documentos de mulheres adultas para burlar a fiscalização.
Além dos abusos, o suspeito ameaçava matar parentes das meninas como forma de intimidação, visando impedir denúncias. A delegada Luciana Peixoto informou que as ações criminosas estavam associadas à rotina profissional do piloto. “Ficou claro que os crimes eram cometidos quando ele ia trabalhar. E, provavelmente, ele só estaria com as provas pessoalmente durante esse período”, afirmou ao Fantástico.
Uma mulher de 53 anos, avó de duas adolescentes, é investigada por supostamente consentir e auxiliar na aproximação entre as netas e o piloto. Ela foi presa. Uma terceira pessoa ligada ao caso também foi detida em flagrante por armazenar fotos e vídeos de exploração sexual infantil.
As autoridades apuram ainda a existência de outras vítimas, inclusive em estados como o Espírito Santo. A defesa do piloto informou que “o caso segue em segredo de justiça, por força legal e ética, sigo no ofício com total discrição”.
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Por: Genivaldo Coimbra