Polícia confirma que Maicon Douglas não teve participação na morte da corretora Daiane Alves; provas técnicas sustentaram a decisão
Depois de semanas sob suspeita e prisão temporária, Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico Cleber Rosa de Oliveira, teve a liberdade restabelecida pela Justiça. Ele era investigado no caso que apura a morte da corretora Daiane Alves, assassinada em dezembro, em Caldas Novas.
Maicon foi preso enquanto a Polícia Civil buscava esclarecer se ele teria colaborado com o crime ou tentado atrapalhar o trabalho investigativo. No entanto, o avanço das apurações afastou qualquer indício de envolvimento do filho no homicídio.
A defesa informou que a soltura ocorreu na quinta-feira (19) e destacou que a decisão se baseou em provas técnicas e testemunhais. Em nota, os advogados afirmaram que apresentaram “um acervo probatório irrefutável” e reforçaram que “a ciência e a técnica, de forma incontestável, demonstraram a sua absoluta inocência”.
Segundo o delegado André Luiz Barbosa, Maicon não estava em Caldas Novas no dia do crime. Ele residia em Catalão, fato confirmado por registros de trabalho, conversas em aplicativos e laudos periciais em aparelhos celulares.
A suspeita sobre Maicon surgiu após a polícia identificar que ele comprou um novo telefone para o pai no dia 17 de janeiro, poucas horas depois da perícia no carro utilizado por Cleber. O veículo foi usado para levar Daiane até uma área isolada às margens da GO-213, onde ela foi morta com dois tiros na cabeça.
Inicialmente, a atitude levantou a hipótese de tentativa de ocultação de provas. “O envolvimento do filho, na compra do telefone, fez que a gente representasse tanto pela prisão do pai quanto dele”, disse o delegado André Luiz.
Com o aprofundamento das investigações, a polícia concluiu que a troca do aparelho tinha outro objetivo. Segundo o depoimento de Maicon, o pai temia que o celular fosse apreendido, o que poderia comprometer o acesso às contas bancárias do condomínio.
“E ele ainda fala especificamente: ‘Meu pai sabia que poderia ser preso. Ele não queria que o telefone dele fosse apreendido, para que a gente conseguisse acessar os aplicativos bancários”, disse.
O inquérito também revelou indícios de uso de recursos do condomínio para pagamento de honorários advocatícios, situação que será apurada em procedimento separado pelo Geic.
Enquanto Cleber Rosa segue preso e à disposição da Justiça, a defesa reforça que o filho não teve qualquer ligação com o crime e pede reflexão sobre julgamentos precipitados.
Por: Redação