Ato reuniu milhares de pessoas, lideranças políticas e pedidos por anistia e mudanças no cenário político
Na tarde deste domingo (1º) um manifestação na Avenida Paulista reuniu milhares de pessoas participaram do ato “Acorda Brasil”, uma mobilização que reuniu apoiadores da direita e críticos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e às decisões do Supremo Tribunal Federal.
O protesto teve início às 14h e se estendeu até o fim da tarde. De acordo com o Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a ONG More in Common, cerca de 20,4 mil pessoas estiveram presentes. No horário de maior concentração, o público variou entre 18 mil e 22,9 mil participantes.
Entre os presentes estavam figuras conhecidas da política nacional, como o senador Flávio Bolsonaro, os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, além de deputados federais e lideranças partidárias. O clima foi de protesto, mas também de união entre diferentes nomes do campo conservador.
Durante os discursos, os manifestantes ouviram críticas ao governo federal, ao Judiciário e pedidos de anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro e para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Faixas com mensagens como “Fora Lula” e “Fora Moraes” se espalharam pelo local, ao lado de bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel.
Mesmo à distância, Eduardo Bolsonaro participou por videochamada. Em sua fala, emocionou apoiadores ao dizer: “Vocês estão representando quem queria muito estar na Paulista, como pessoas presas, igual meu pai, e pessoas exiladas. Nós preferimos as lágrimas, a derrota, do que a vergonha de não ter lutado”.
O deputado Guilherme Derrite destacou o combate à impunidade e afirmou: “Chega de bandido votar”.
Já Nikolas Ferreira foi um dos mais contundentes nos discursos. “Estamos aqui por ‘Fora, Lula’. Este cara está no poder por três mandatos, continua prometendo segurança para este país, e entrega hoje 60 milhões de brasileiros que estão abaixo das regras do crime organizado. E essa é a consequência para o nosso país. Um presidente que gasta R$ 85 milhões do seu dinheiro de imposto para bancar desfile de carnaval, bilhões de reais para colocar no bolso de artistas da Lei Rouanet”, declarou.
Em outro momento, reforçou: “Quem devia estar na cadeia não chama Bolsonaro, não. Quem devia estar na cadeia é Luiz Inácio Lula da Silva, o maior corrupto que já pisou aqui neste país. Achou que colocar Bolsonaro na cadeia ia nos parar”.
Flávio Bolsonaro também discursou e falou sobre o sentimento de injustiça entre apoiadores. “Censuraram nossas redes sociais, mandaram a Polícia Federal na casa de pessoas inocentes, botaram tornozeleira eletrônica em pessoas humildes, trabalhadoras. Prenderam pessoas que nunca cometeram crimes, obrigaram os brasileiros a terem que sair da própria pátria para escapar de perseguição. Nós, o povo, estamos aqui e não vamos desistir do nosso Brasil”.
Ele ainda comentou sobre a presença de governadores no ato. “Isso aqui prova que não é ato eleitoral, tem aqui dois pré-candidatos juntos, não estamos disputando voto, estamos pensando o que é melhor para nosso país”.
A manifestação terminou de forma pacífica, deixando a Paulista tomada por mensagens políticas, discursos fortes e demonstrações de apoio entre os participantes.
Por: Redação