Brasileira que estava na lista de desaparecidos da Interpol havia sumido em Boston, nos Estados Unidos; família reconheceu o corpo por roupas e objetos
A busca pela goiana Letícia Oliveira Alves, desaparecida desde dezembro de 2023, terminou de forma trágica após a confirmação de que o corpo encontrado em uma área de mata no Canadá pertence à brasileira. O caso estava registrado na lista de desaparecidos da Interpol e mobilizou familiares e autoridades por mais de dois anos.
Letícia, de 36 anos, havia sido vista pela última vez em Boston, nos Estados Unidos, no dia 15 de dezembro de 2023. Desde então, seu paradeiro era desconhecido, o que levou ao acionamento de mecanismos internacionais de busca.
Corpo foi encontrado por caçadores
O corpo da brasileira foi localizado em 24 de abril de 2024, em uma área de floresta na região de Coaticook, próxima à fronteira com os estados americanos de Vermont e New Hampshire. Caçadores que passavam pela região encontraram o corpo no final de uma galeria pluvial e acionaram as autoridades locais.
A identificação foi confirmada pela família por meio das roupas e de objetos pessoais encontrados junto à vítima.
Apesar de o corpo ter sido localizado em 2024, os familiares afirmaram que a confirmação oficial só chegou recentemente.
Trajetória acadêmica e missão religiosa
Natural de Goiás, Letícia era formada em química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e possuía mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Ela estava na América do Norte atuando como missionária ligada à Igreja Adventista do Sétimo Dia quando desapareceu.
Letícia deixa uma filha adolescente.
Possível causa da morte
As circunstâncias da morte ainda são investigadas pelas autoridades canadenses. A principal hipótese inicial é que a brasileira tenha morrido de hipotermia, devido às baixas temperaturas da região onde o corpo foi encontrado.
Enquanto aguardam a conclusão dos procedimentos legais, familiares organizam uma campanha para arrecadar recursos destinados ao traslado do corpo para o Brasil. O processo também depende de trâmites diplomáticos conduzidos pelo Ministério das Relações Exteriores.
Por: Genivaldo Coimbra