Investigação aponta que dados roubados de sistemas públicos e empresas eram usados em fraudes e vendidos ilegalmente
Um jovem de 23 anos foi preso suspeito de comandar um esquema de ataques cibernéticos que teria invadido sistemas de órgãos públicos e empresas privadas para obter dados sigilosos. A prisão ocorreu em Santa Helena de Goiás durante uma operação conjunta realizada por diferentes forças policiais.
A ação contou com a participação da Polícia Civil de Goiás, da Polícia Civil do Tocantins e da Polícia Judiciária da Bahia, que atuaram em conjunto após meses de investigação sobre o grupo suspeito de explorar vulnerabilidades em sistemas digitais.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades. Por esse motivo, a reportagem não conseguiu localizar as defesas dos suspeitos até o momento.
Batizada de “Padlock”, a operação foi realizada na quarta-feira (4) e resultou no cumprimento de quatro mandados judiciais. Entre eles estão um mandado de prisão e três de busca domiciliar em endereços ligados ao investigado.
Segundo a polícia, após conseguir acesso aos sistemas institucionais ou corporativos, o suspeito buscava coletar o maior volume possível de informações sensíveis. Esses dados poderiam ser vendidos em mercados clandestinos na internet ou usados diretamente para aplicar golpes financeiros.
Entre as fraudes investigadas estão a criação de contas bancárias em nome das vítimas e a contratação de empréstimos sem autorização, o que poderia causar prejuízos financeiros significativos às pessoas afetadas.
As apurações tiveram início no começo de 2025 e são conduzidas pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), unidade especializada em investigar delitos digitais.
Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil ainda não havia confirmado se o suspeito segue preso e quais acusações formais devem ser apresentadas no processo.
Por: Genivaldo Coimbra