Família de Isabel Gonzaga suspeita de complicações após aplicação estética; caso está sendo investigado pela polícia
Isabel Cristina Oyama Jacinto Gonzaga, de 59 anos, morreu após realizar uma intervenção estética em uma clínica no Setor Marista, em Goiânia.
Isabel era mãe do vereador de Leopoldo de Bulhões, Júnior Gonzaga, e sua morte causou grande comoção na cidade. A prefeitura municipal decretou luto oficial de três dias após a confirmação do falecimento, divulgada no domingo (8).
Segundo familiares, ela realizou um procedimento estético no dia 10 de fevereiro. A família acredita que possa ter havido aplicação de PMMA (polimetilmetacrilato) na região dos glúteos.
Após a cirurgia, Isabel começou a apresentar problemas de saúde. De acordo com o marido, o empresário Carlos Alberto Gonzaga, ela passou mal na quinta-feira (5) e buscou atendimento em um posto de saúde em Leopoldo de Bulhões.
Inicialmente houve uma leve melhora, mas no dia seguinte o quadro piorou. Com fortes dores abdominais e episódios de vômito, ela precisou ser encaminhada para atendimento médico em Anápolis.
“Ela estava com obstrução no intestino, estava com o estômago todo necrosado. Estou muito abalado. Minha esposa era uma pessoa alegre, com a vida boa, divertida. Não precisava ter feito isso”, desabafou o empresário Carlos Alberto Gonzaga.
A clínica responsável pelo procedimento, o Instituto da Longevidade, divulgou nota afirmando que Isabel passou por dois procedimentos distintos e que recebeu acompanhamento médico após as complicações.
Segundo o instituto, não foi identificado nexo entre o uso de PMMA e o problema de saúde apresentado.
“Em razão das condições pré-existentes de saúde da paciente, incluindo diabetes mellitus, hipertensão arterial e terapia de reposição hormonal, o medicamento não apresentou o efeito esperado, resultando na formação de coágulos, embolia e, consequentemente, infarto”, informou a clínica.
A instituição também informou que a conduta da médica responsável pelo atendimento, Eline Corrêa, está sendo analisada internamente.
A Polícia Civil de Goiás abriu investigação para esclarecer o caso e solicitou perícias técnicas que devem apontar as causas da morte.
Segundo o delegado Eduardo Carrara, ainda não é possível afirmar se houve erro médico ou relação direta com o procedimento estético.
“Precisamos aguardar o laudo cadavérico, esse laudo vai dizer a causa da morte da vítima e bem como analisar os produtos que foram utilizados”, afirmou.
Enquanto as investigações seguem, familiares e amigos lamentam a perda de Isabel, descrita por pessoas próximas como uma mulher alegre e muito querida.
Por: Genivaldo Coimbra