Animal sofreu queimaduras graves e segue em tratamento após agressão registrada por câmeras
A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito que investigava um caso de maus-tratos contra o cachorro “Jhonny”, agredido com um líquido quente no dia 5 de março de 2026, em Goiânia. A suspeita foi formalmente indiciada pelo crime de maus-tratos qualificado contra animais.
A investigação foi conduzida pelo Grupo de Proteção Animal (GPA), vinculado à 1ª Delegacia Regional de Polícia, e reuniu provas como imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e laudos periciais.
Câmeras registraram momento da agressão
Segundo a apuração, o caso veio à tona após uma denúncia feita no dia 12 de março, informando que o animal comunitário havia sido atacado enquanto descansava na calçada.
As imagens mostram a investigada saindo de sua residência com um recipiente e, sem qualquer provocação do animal, jogando o líquido quente sobre o cão. As gravações também registraram uma nuvem de vapor no momento do ataque, indicando a alta temperatura da substância.
Laudo aponta queimaduras graves
Perícia realizada pela Polícia Técnico-Científica de Goiás apontou que o cachorro sofreu queimaduras de 1º, 2º e 3º graus em cerca de 40% do corpo.
Devido à gravidade dos ferimentos, o animal desenvolveu complicações, incluindo infecção e problemas sistêmicos, tendo inclusive necessitado de suporte de oxigênio durante o tratamento veterinário.
Animal segue em recuperação
O cão “Jhonny” permanece internado em uma clínica veterinária particular, sob os cuidados de uma protetora independente e vinculado ao processo criminal.
A Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia (AMMA), por meio da Diretoria de Bem-Estar Animal, também foi acionada e acompanhará a recuperação do animal até a definição judicial sobre sua guarda definitiva.
A investigada foi indiciada com base no artigo 32, parágrafo 1º-A da Lei Federal 9.605/1998, que trata dos crimes ambientais relacionados a maus-tratos contra cães e gatos.
Por: Genivaldo Coimbra