Iniciativa busca preservar patrimônio e impulsionar turismo na Cidade de Goiás
O Governo de Goiás anunciou a restauração do Museu de Arte Sacra da Boa Morte, um dos principais patrimônios históricos da Cidade de Goiás. A ação faz parte do projeto Rota da Fé – Peregrinando pelas Igrejas de Goiás, conduzido pela Secretaria de Estado da Cultura de Goiás.
Durante o lançamento da iniciativa, o vice-governador Daniel Vilela destacou a situação atual do espaço. “Essa é uma igreja que é referência histórica e cultural, um patrimônio do nosso Estado que está em uma situação bem precária”.
A proposta tem como objetivo recuperar estruturas históricas e ampliar o fluxo de visitantes interessados em turismo religioso e cultural, reforçando a identidade histórica do estado.
A secretária Yara Nunes destacou a relevância do museu. “o Museu da Boa Morte é um espaço muito importante para a nossa memória. Ele guarda peças de grande valor histórico, artístico e religioso e faz parte de um conjunto arquitetônico reconhecido dentro e fora do Brasil. Com essa restauração, queremos preservar esse patrimônio e, ao mesmo tempo, melhorar a experiência de quem visita, pesquisa e vive a cultura no nosso estado”.
Administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus e pertencente à Diocese de Goiás, o espaço possui grande relevância religiosa. O pároco Padre Augusto Cezar Pereira também comentou o impacto do projeto. “Essa iniciativa é de grande valia para nossa diocese, para a cidade de Goiás, para todo o Estado de Goiás. Causam impactos enormes na vida de fé, na vida cultural e na vida histórica. Manter isso vivo é de suma importância. Goiás é rico em sua cultura e suas pérolas, e a maioria dessas pérolas são as igrejas históricas da nossa cidade. Então, a nossa gratidão ao governo por toda esta sensibilidade, essa parceria conosco com a Diocese de Goiás e com a Paróquia-Catedral de Santana”.
Intervenções e cronograma
O processo de restauração já avançou com o levantamento técnico do edifício e segue agora para a fase de análise detalhada das estruturas. A partir desse diagnóstico, serão definidos os métodos de recuperação e os custos da obra.
Entre os danos identificados estão infiltrações, desgaste artístico e comprometimento de estruturas como portas, janelas e piso. Todo o trabalho seguirá normas específicas de preservação histórica.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o prédio abriga um acervo com mais de 900 peças, incluindo obras do artista Veiga Valle.
O projeto também contempla a restauração de outras igrejas tradicionais da região, com previsão de início das obras em 2026. “Teremos todas essas igrejas em obras de restauro no ano de 2027, quando a cidade de Goiás completa 300 anos”.
Por: Lucas Reis