Suspeito enviava mensagens intimidatórias e descumpriu medidas protetivas; polícia apreendeu munições na casa dele
A Polícia Civil de Goiás prendeu, em Trindade, um homem acusado de violência psicológica e de descumprir medidas protetivas contra a ex-namorada. O relacionamento, que durou nove anos, terminou em maio deste ano, mas desde então a vítima passou a receber mensagens com ameaças e chantagens emocionais. Segundo as investigações, o suspeito dizia que tiraria a própria vida caso o casal não reatasse e enviava frases intimidadoras, como “você não vai conseguir viver sem mim” e “eu vou matar”.
De acordo com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Trindade, as intimidações começaram em 10 de maio, quando a mulher se mudou temporariamente para a casa de uma amiga. O suspeito foi até o local, proferiu ofensas e, no dia seguinte, enviou novas ameaças por mensagens. Em 12 de maio, ele voltou a escrever afirmando que mataria a vítima “nem que fosse a última coisa” que fizesse na vida, o que levou ao registro de um boletim de ocorrência.
Mesmo com medidas protetivas em vigor, o homem continuou com o comportamento ameaçador. A polícia, então, solicitou a prisão preventiva e a busca e apreensão na residência do investigado, medida autorizada pela Justiça. Ele foi localizado e detido no dia 6 de agosto, durante a Operação Basta, que combate crimes de violência doméstica.
Durante as buscas na casa do suspeito, os agentes encontraram 50 munições, que foram apreendidas. Ele foi levado à delegacia e segue preso à disposição do Poder Judiciário. O caso reforça a importância das denúncias e do cumprimento rigoroso das medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha.
Outros casos semelhantes também ocorreram recentemente em Goiás. Em Luziânia, um homem foi preso por descumprir medida protetiva e ameaçar a ex-mulher, inclusive com mensagens insinuando o uso de arma de fogo. Já em Iporá, um jovem de 18 anos foi detido por ameaçar, perseguir e divulgar vídeos íntimos da ex-namorada, além de enviar imagens de armas e deixar uma munição com o nome dela gravado em sua casa.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: PCGOSus