Dólar fecha a R$ 5,41 em meio a apostas na redução da taxa de juros do Federal Reserve e sinais políticos de Tarcísio de Freitas
O otimismo se estendeu aos mercados financeiros no início da semana. Nesta segunda-feira (25/9), o dólar enfraqueceu 0,19% em relação ao real, fechando o dia a R$ 5,41. No mercado de câmbio paralelo, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), encerrou o dia estável, com +0,04%, e atingiu 138.025 pontos.
No front doméstico, a divulgação do Boletim Focus pelo Banco Central do Brasil foi suficiente para manter os investidores em alerta. Marcou o 13º dia consecutivo em que a estimativa de inflação para 2025, que estava em 4,95% antes da atual queda, foi reduzida, caindo para 4,86%. A previsão para 2026 também caiu, para 4,33% de 4,40%.
No front externo, a possibilidade de um corte de juros nos EUA, já em setembro, na reunião do Federal Reserve (Fed) dos EUA, vem se fortalecendo. As taxas estão agora na faixa de 4,25% a 4,50%. Se o corte for confirmado, o apelo dos títulos do Tesouro dos EUA tende a enfraquecer, e há espaço para uma maior busca por investimentos em ativos de risco mais arriscados em economias emergentes como o Brasil.
Além do econômico, houve também um fator político. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo (popular como eventual candidato presidencial em 2026), foi referido como o “queridinho do mercado” por analistas. O gesto de apoio do Centrão ao seu nome gerou expectativas positivas entre os investidores.
Na bolsa de valores, Petrobras (+0,12%) e Vale (+0,24%) contribuíram para que o índice permanecesse no verde. O grupo foi o mais negociado na bolsa.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Gerty imagens/ Via Metrópoles