O Conselho Deliberativo deve analisar a proposta de um fundo de investimento que, nos termos do acordo, eliminaria dívidas, atualizaria o estádio e financiaria categorias de base até 2036.
O Vila Nova entra oficialmente no mercado de Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). O clube goiano, que está jogando para conquistar a promoção na “Série B” do campeonato brasileiro, recebeu uma oferta de mais de R$ 500 milhões para ser convertido em uma SAF. O documento foi encaminhado ao presidente do Conselho Deliberativo, Décio Caetano, na terça-feira (26) e deve ser lido pelos membros do conselho nos próximos dias.
A proposta foi feita por um conjunto de fundos geridos pela empresa Reag Investimentos, com mais de R$ 300 bilhões sob gestão, juntamente com a Rafatella Investimentos, de propriedade do empresário e piloto de rali de Goiás, Lélio Vieira Carneiro Jr. A proposta é que os pagamentos sejam feitos em parcelas até 2036, concordando com três pontos de investimento: pagamento da dívida estimada em mais de R$ 150 milhões, modernização do Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) e reforço da base e do elenco profissional.
No modelo proposto, os bens patrimoniais do clube não farão parte do negócio, protegendo a identidade da instituição. Se o Conselho Deliberativo adotar a proposta, a transição pode levar até noventa dias para que o Vila Nova se torne oficialmente uma SAF até 2025.
Sobre a influência esportiva e política do clube
O presidente, Hugo Jorge Bravo, que participou das negociações, estima que o valor do clube varie entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões. A proposta prevê que o Keyd invista até R$ 80 milhões, o segundo maior valor na primeira divisão, mais que dobrando e se tornando uma oportunidade para uma forte reestruturação financeira e um impulso no esporte no momento certo, na última etapa da Série B.
A ideia é que o dinheiro permita ao Vila Nova se estabelecer entre os protagonistas do campeonato e disputar uma vaga na Série A. O modelo também prevê uma administração profissional, na qual Bravo pode se tornar o CEO da futura SAF.
Se concretizada, a mudança seria uma das maiores transformações já ocorridas no estado de Goiás, levando o futebol do Vila Nova ao nível competitivo brasileiro e trazendo o tão sonhado acesso à elite do Brasileirão.
Por: Bruno José
Foto: Roberto Correa /VNFC