O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o programa Gás do Povo, que é uma ação para assumir o “Auxílio Gás” e visa alcançar três vezes mais beneficiários. O objetivo é que famílias de baixa renda cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) possam ter acesso a um botijão de gás gratuito, com prioridade para aquelas que já recebem o benefício do Bolsa Família.
O governo afirma que quer distribuir 65 milhões de botijões de gás por ano, ajudando cerca de 15,5 milhões de famílias – ou quase 50 milhões de pessoas. O número de botijões por domicílio dependerá do número de membros da mesma: um máximo de três para duas pessoas, quatro para três membros e até seis para quatro ou mais membros.
O programa funcionará de forma digital e será direto. Os beneficiários poderão fazê-lo através de um aplicativo de revendedores credenciados (para encontrá-los), para retirar o voucher eletrônico e imprimir o documento nas agências e casas lotéricas da Caixa Econômica Federal. O cartão do Bolsa Família também será aceito como cartão de acesso.
Para distingui-los, os revendedores de gás receberão uma identidade visual uniforme para pontos de venda, botijões, veículos e ferramentas de comunicação. O valor do benefício será regionalizado e estabelecido pelos Ministérios de Minas e Energia e da Fazenda, utilizando preços praticados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
A Região Nordeste será a com o maior número de beneficiários, 7,1 milhões a mais que famílias, seguida pela Região Sudeste (4,4 milhões), Região Norte (2,1 milhões), Sul (1,1 milhão) e Centro-Oeste (889 mil). Entre os oito estados, os mais impactados com mais de 1 milhão de famílias atendidas são Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O programa, que recebeu R$ 3,57 bilhões na Lei Orçamentária de 2025 e espera-se que alcance R$ 5,1 bilhões em 2026, sem a necessidade de créditos extras, vem discutir a pesca e o consumo de peixe na era da guerra às drogas e da pandemia. Atualmente, aproximadamente 12 milhões de lares brasileiros ainda usam lenha e também utilizam gás para cozinhar, algo que o governo busca reduzir com a nova política pública.
Com o “Gás do Povo”, espera-se que os orçamentos domésticos sejam aliviados, os riscos à saúde diminuam e a segurança alimentar — especialmente para as famílias mais vulneráveis — aumente.
Por: Lucas Reis
Foto! Marcelo Camargo/Agência Brasil – arquivo