O esquema, que as autoridades afirmam ter durado quase dois anos, adulterou as chaves PIX de familiares e amigos para mascarar as quantias desviadas.
Um funcionário de uma empresa em Goianápolis foi preso pela Polícia Civil na terça-feira (9), acusado de desviar cerca de R$ 1 milhão, que deveria ter sido usado para pagar fornecedores. O dinheiro foi então depositado nas contas de amigos e parentes de alguns suspeitos em uma conspiração que se acredita ter durado quase dois anos.
A captura ocorreu na Operação Clã Financeiro, que foi deflagrada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Anápolis. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em endereços associados ao suspeito, que foi preso temporariamente. Durante a operação, foram apreendidos celulares, registros e bens (três carros e uma casa que agora estão sob ocupação judicial para uso na reparação à empresa vítima).
A Polícia Civil informou que o crime foi meticulosamente orquestrado, pois contou com a cooperação do funcionário que tinha acesso ao sistema de pagamento automático da empresa. Isso poderia ter permitido que as transações ilegais continuassem despercebidas por um longo tempo, acrescentou. Os investigadores também congelaram quantias nas contas de familiares e amigos acusados de envolvimento.
A investigação continua para descobrir se mais pessoas estavam envolvidas na associação criminosa e se outros desvios foram perpetrados. A polícia adverte que novas partes da operação podem não ser excluídas. O funcionário e outras pessoas podem ser acusados de e-fraude e conspiração.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Divulgação/ PCGO
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